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Perguntas sobre diabetes

Qual a diferença entre o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2?

No diabetes tipo 1 (DM1), o corpo não produz insulina. No diabetes tipo 2 (DM2), o corpo não produz insulina suficiente, e a insulina não consegue exercer seu efeito normal nas células (resistência à insulina).
A insulina é necessária para que o corpo seja capaz de utilizar a glicose (principal açúcar do sangue). A glicose é o combustível básico para as células, e a insulina faz com que a glicose passe do sangue para o interior das células, onde será utilizada (“queimada”) para produzir a energia que mantém as células vivas. Quando a glicose se acumula no sangue, ao invés de entrar nas células, isso causa 2 problemas principais:
a) as células podem sofrer devido à falta de energia, visto que não conseguem captar a glicose do sangue para seu aproveitamento;
b) ao longo do tempo, níveis altos de glicose no sangue podem causar lesões nos olhos, rins, nervos e no coração.

Quais são os sintomas do diabetes?

Uma vez que o diabetes pode causar complicações sérias, é importante que as pessoas estejam atentas para o aparecimento de sinais sugestivos de diabetes. Os sintomas do diabetes são freqüentemente sutis, mas eles podem tornar-se severos se não receberem tratamento adequado. Os principais sintomas do diabetes incluem:

- sede excessiva (polidipsia);
- fome excessiva (polifagia – especialmente após as refeições);
- boca seca;
- urinar muito e muitas vezes (poliúria);
- perda de peso inexplicada (mesmo comendo exageradamente);
- fadiga, cansaço, fraqueza;
- visão “borrada” ou turva;
- adormecimento ou formigamento das mãos ou pés;
- perda de consciência.

Os sintomas do diabetes tipo 1 e os do diabetes tipo 2 são muito semelhantes. No entanto, no diabetes tipo 1, o aparecimento dos sintomas costuma ser mais rápido (dias a semanas), e eles podem ser muito mais severos e incômodos. No diabetes tipo 2, é muito comum que os pacientes não percebam sintoma nenhum (ou seja, os pacientes são assintomáticos, o que ocorre em 50% dos casos do tipo 2).  Quando os sintomas do DM2 aparecem, eles podem se desenvolver de uma maneira muito lenta e gradual (ao longo de meses ou anos). Assim, quando o paciente com diabetes tipo 2  procura atendimento médico pela primeira vez, é possível que ele já apresente diabetes há muitos anos, podendo até mesmo apresentar complicações da doença. Por isso, os sintomas do diabetes tipo 2 podem incluir:

- dificuldade na cicatrização de cortes ou feridas;
- coceira na pele (principalmente na região vaginal ou na virilha);
- infecções por fungos (micoses);
- ganho de peso recente;
- manchas escuras na pele, com aspecto de veludo, em regiões de dobras (pescoço, axilas, virilhas) – a chamada acantose nigricans.

Na presença de qualquer um ou de vários desses sintomas, o indivíduo deverá procurar imediatamente seu médico para testar, através de exames, a presença ou não de diabetes.

Comer muito açúcar causa diabetes?

Comer muito açúcar, por si só, não provoca diabetes, ao contrário do que muitas pessoas imaginam. No entanto, comer muito açúcar pode levar ao ganho excessivo de peso, e a obesidade é uma das causas mais comuns de diabetes. Comer muito açúcar também pode causar doenças dentárias (cáries).

O diabetes pode ser curado?

No momento, não. Ainda não foi descoberta a cura para o diabetes. No entanto, o diabetes, assim como muitas outras doenças crônicas (como a pressão alta, o colesterol alto etc.) pode ser tratado e controlado. A maioria das pessoas com diabetes pode levar uma vida completamente saudável e normal, desde que não descuide do seu tratamento. A falta de tratamento adequado do diabetes pode levar a complicações sérias a longo prazo, tais como:
- doença do coração (infarto do miocárdio, angina);
- doenças dos rins (insuficiência renal, às vezes com necessidade de hemodiálise);
- pressão alta (hipertensão arterial);
- doenças dos olhos (retinopatia diabética, catarata, cegueira);
- doenças dos dentes e gengivas;
- feridas e infecções sérias nos pés, algumas vezes necessitando de amputações.

Pode-se misturar comprimidos com insulina para o controle do açúcar no sangue?

Sim. A combinação de insulina (injetável) com medicações via oral (antidiabéticos orais), quando feita da forma prescrita pelo médico, é muito segura e pode ser muito efetiva em controlar os níveis de glicose do diabético. Uma combinação típica consiste em tomar as medicações via oral (comprimidos) durante o dia e uma dose de insulina à noite. Uma vez que o diabético comece a usar insulina, é importante que ele faça medidas mais freqüentes dos seus níveis de glicemia, usando fitas e aparelhos glicosimetros, para reduzir o risco de queda da glicose sanguínea (hipoglicemia).
Terapias combinadas são freqüentemente úteis para pessoas com diabetes tipo 2. Se o paciente estiver tomando uma medicação via oral para controle do diabetes, seu médico pode mudar o esquema de tratamento para incluir uma ou mais doses de insulina. Essa mudança muitas vezes ajuda o paciente a obter melhor controle dos níveis de açúcar no sangue.

Que complicações estão associadas ao diabetes?

Se o diabetes não for bem controlado, o paciente corre o risco de desenvolver várias complicações sérias. As complicações ocorrem a longo prazo (após anos da doença), por isso são chamadas complicações crônicas do diabetes. As mais comuns são as seguintes:
a) Coração – pessoas com diabetes têm uma razão extra para se preocupar com doenças do coração e dos vasos sanguíneos. O diabetes aumenta muito o risco de ataques cardíacos (infarto do miocárdio), angina, derrame cerebral e complicações relacionados à má circulação sanguínea (principalmente nos pés), com dificuldade de cicatrização.
b) Pele – Até um terço (1/3) dos diabéticos vai apresentar algum problema de pele relacionado ao diabetes em algum momento das suas vidas. De fato, esses problemas podem ser o primeiro sinal de que uma pessoa está com diabetes. Felizmente, a maioria dessas doenças de pele pode ser prevenida ou facilmente tratada se for detectada numa fase inicial.
c) Pés – Pessoas com diabetes podem desenvolver problemas sérios nos pés, que ocorrem principalmente por causa do acometimento dos nervos (com perda de sensibilidade nos pés) e da circulação sanguínea.
d) Boca – O diabetes aumenta a chance de doenças da gengiva e cáries dentárias.
e) Olhos – Problemas oculares causados pelo diabetes (retinopatia e catarata) são uma das principais causas de cegueira nos países desenvolvidos. Felizmente, a detecção precoce e o tratamento adequado das doenças dos olhos (com laser ou cirurgia) interrompe a progressão desses problemas.
f) Rins – Diabéticos podem sofrer danos sérios e irreversíveis aos rins, que causam perda de proteínas na urina (proteinúria), perda progressiva do funcionamento dos rins (insuficiência renal) e, muitas vezes, obriga os diabéticos a iniciar um tratamento de diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal).
g) Nervos – Uma das complicações mais comuns do diabetes é a neuropatia diabética, ou seja, o dano aos nervos em todo o corpo, mas principalmente nas extremidades (mãos e pés), onde o paciente pode experimentar perda de sensibilidade, formigamentos, queimação, dor (muitas vezes intensa) e, o mais grave, pode perder a sensação protetora – assim, é comum que diabéticos machuquem os pés e não percebam, o que aumenta o risco de infecções graves e de amputações.

Se minha mãe ou pai é portador de diabetes, isso significa que eu vou ser diabético também?

O diabetes pode ser herdado (passado dos pais para os filhos). Isso significa que se uma pessoa tem pais diabéticos, há uma probabilidade maior de que essa pessoa também se torne diabética. Mas isso não é uma certeza; se essa pessoa tiver um hábito de vida saudável (alimentação balanceada, exercício físico regular, peso corporal normal) pode ser que ela nunca chegue a desenvolver diabetes. Ou seja: ter pais diabéticos não significa que você vai ser diabético também, mas faz com que as suas chances de apresentar diabetes seja maior do que as chances de quem não tem diabéticos na família.

Que tipo de tratamento anticoncepcional deve ser usado por mulheres diabéticas?

Não há um tratamento anticoncepcional específico que seja ideal para todas as mulheres com diabetes. Cada método tem suas próprias vantagens e desvantagens. Da mesma forma, cada paciente com diabetes é único, e pode ter necessidades e características especiais. A melhor forma de definir qual o melhor método anticoncepcional para uma determinada paciente é através de uma consulta com um médico experiente no assunto.
Algumas das opções são as seguintes:
a) Anticoncepcionais orais (“pílulas”) – O uso de medicações contendo combinações de estrógenos e progestágenos, como nos anticoncepcionais orais, pode apresentar alguns riscos para mulheres com mais de 35 anos, ou com pressão alta, ou que sejam fumantes. As melhores medicações são aquelas contendo menos que 35mg de estrógenos e uma dose baixa de progestágenos.
b) Dispositivo Intra-Uterino (DIU): Não parece haver nenhum risco aumentado do uso destes dispositivos em mulheres com diabetes, mas deve-se ter cautela ao considerar seu uso para pacientes que nunca engravidaram, ou com múltiplos parceiros sexuais, ou com uma história de infecções no útero.
c) Métodos de barreira (preservativos, diafragma): O uso destes métodos não apresenta nenhum risco adicional para mulheres diabéticas. No entanto, são formas menos efetivas de contracepção (ou seja, apresentam maior risco de falha e portanto de gravidez indesejada).
d) Ligadura tubária (“laqueadura”): Esta é uma opção razoável, porém permanente, para mulheres que não desejam mais ter filhos. Não há complicações conhecidas da ligadura tubária relacionadas ao aumento da glicose no sangue.

O diabetes pode causar infertilidade?

O mau controle glicêmico (ou seja, o diabetes que não está sendo tratado adequadamente) está associado a um risco maior de aborto nos primeiros três meses de gravidez. Além disso, mulheres diabéticas do tipo 2 freqüentemente são obesas ou portadoras da síndrome dos ovários micropolicísticos, que dificultam a concepção.

Pacientes com diabetes devem usar alguma identificação (pulseiras, cartões etc.)?

A maioria dos especialistas em diabetes recomenda que os pacientes com essa doença usem alguma forma de identificação médica, alertando os potenciais atendentes da presença de diabetes.   O uso desse tipo de identificação (em pulseiras, colares, pingentes, braceletes ou cartões) pode até mesmo salvar a vida de pessoas encontradas desacordadas na rua, por exemplo, pois vai fazer com que o tratamento adequado seja dado mais rapidamente. Esse tipo de cuidado é importante principalmente para pessoas que usam insulina.
Uma das complicações que podem acontecer a pacientes diabéticos em uso de medicação (especialmente insulina) é a hipoglicemia, ou seja, a queda excessiva dos níveis de glicose do sangue para níveis abaixo de 70 mg/dL. Esse problema pode ser confundido com embriaguez alcoólica ou outros problemas, e se o tratamento correto não for instituído rapidamente o paciente pode entrar em coma e até mesmo evoluir para o óbito. A presença de alguma jóia, bijuteria ou adereço que informe que o indivíduo é portador de diabetes pode representar a diferença entre a vida e a morte numa situação extrema.
Qualquer forma de identificação pode ser utilizada (como as descritas acima), desde que sejam facilmente encontradas e lidas por quem for prestar o atendimento. É importante que a identificação seja colocada em algum objeto que seja usado todos os dias. O aviso deve conter em letras facilmente legíveis: o tipo de diabetes, se a pessoa usa ou não insulina, alguma forma de identificação (nome, RG) e algum número de telefone para contato de emergência (familiar ou médico).

 

Adaptado de texto da Medscape www.medscape.com

 

 

 
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